Ao empreender, muitos empresários acabam assumindo obrigações financeiras sem plena consciência dos riscos envolvidos. Uma das principais dúvidas é: quais são os riscos que o sócio corre em uma ação bancária movida contra a empresa? A resposta depende, sobretudo, do tipo de contrato firmado e da forma como o sócio participou da operação.

Sócio pode responder com o patrimônio pessoal?

Em contratos bancários empresariais, é bastante comum que os sócios figurem como avalistas, fiadores ou garantidores da operação. Nesses casos, o banco não se limita a cobrar apenas da empresa, podendo atingir diretamente o patrimônio pessoal do sócio.

Quando o sócio assina como avalista, sua responsabilidade passa a ser solidária, ou seja, o banco pode exigir o pagamento integral da dívida tanto da empresa quanto do sócio, independentemente de tentar primeiro receber da pessoa jurídica.

Na prática, isso significa que, em uma ação bancária, o sócio pode ter seus bens pessoais alcançados para quitar o débito.

Quais bens do sócio podem ser penhorados?

Caso haja inadimplência e execução judicial, diversos bens do sócio podem ser objeto de penhora, tais como:

Essa possibilidade torna o risco patrimonial elevado, principalmente em contratos de alto valor.

Existem bens protegidos por lei?

Sim. Apesar da ampla possibilidade de penhora, a legislação brasileira estabelece algumas proteções importantes ao patrimônio pessoal, dentre as quais se destacam:

Essas proteções não impedem totalmente a cobrança, mas limitam os meios que o credor pode utilizar para satisfazer seu crédito.

O simples fato de ser sócio gera responsabilidade?

Não necessariamente. Em regra, a responsabilidade do sócio é limitada ao capital social, especialmente nas sociedades limitadas (LTDA). Contudo, essa proteção deixa de existir quando:

Nessas situações, o patrimônio pessoal passa a responder diretamente pela dívida.

Como reduzir os riscos em contratos bancários?

Algumas medidas podem ajudar a minimizar os riscos, tais como:

Conclusão

Participar como sócio em uma empresa envolve riscos que vão além do investimento inicial, especialmente quando há assinatura de contratos bancários com garantias pessoais. Nessas hipóteses, o sócio pode, sim, ter seu patrimônio pessoal atingido, o que torna indispensável uma atuação preventiva e estratégica.

Se você é empresário ou sócio e tem dúvidas sobre sua responsabilidade em ações bancárias, buscar orientação jurídica especializada é o melhor caminho para proteger seu patrimônio e evitar prejuízos futuros.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *